janeiro 31, 2004

...

À noite a terra percorre o espaço devagar, como se o estivesse a observar atenciosamente até ao sol voltar a raiar. Percorre o infinito do espaço sideral, será na esperança de encontrar algo que nos quer mostrar? Ou apenas se dedica a vislumbrar a sua magnificência tal como nós... Talvez incrédula como nós procura uma explicação para o que se esconde do nosso saber e compreensão.

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Noite

A noite minha amada,
Não é ensolarada.
Mas sim é assombrada!
A ti pertenço minha adorada.
Pois sou aquela que te acompanha.
Sou aquela que se esconde por detrás,
Do brilho flamejante da estrela da manhã.
Pairo no ar sempre na margem da contradição.
A leveza que outrora eu transportei,
A ti não te dei, pois não existo no teu breu.
Sou em mim mesma a clareza,
Do que foi pureza.
E do que é dual.
Pois é tal,
O meu anseio por concordância,
Que não encontro paciência.
Para suportar tanto a beleza que a noite encerra,
Como a dureza que o dia transparece.
Soa tanto que nos consegue inebriar e não elucidar,
Sobre a verdadeira questão,
Que aqui nos encerra.
É o dia que oculta a verdadeira,
Imensidão do espaço onde nos encontramos.
Fantástico é o desejo de o conhecer!
Grandioso é o poder de o fazer acontecer!
Saudosa noite que em ti encerras a verdade,
Para onde nos levas eternidade?

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janeiro 30, 2004

A MOLDURA

Uma bela moldura sempre valoriza uma pintura(mesmo a de um pincel bem cotado)
Esse princípio, no entanto, apenas se lhe aplicava em parte
Fosse ele jóias móveis metais ou dourados de aplicação
Ao isolá-la da paisagem imensa
Adptavem-se perfeitamente à sua beleza de excepção
Nada lhe acrescentando salvo um não sei quê (ou um não sei quanto?) de distinto e de encanto

Para falar verdade, nada ofuscava a sua perfeita definição
E tudo lhe podia servir de contexto ou de moldura
Diria mesmo que ele chegava a pensar
Que tudo lhe assentando à perfeição
O Há lhe queria pessoalmente
Bem

E, de facto, pousava a sua nudez em cáricias de linho e de cetim voluptuosamente

Fosse ela lânguida ou brusca nos seus movimento
A beleza infantil da sua graça era tal
Que nas águas um peixe não nadaria mais livremente

Baudelaire, As Flores do Mal

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janeiro 29, 2004

...

Despertar sobre a aurora do amanhã
Em tom de domingo, de sabor lascivo
Embriagados por entre lençóis inundados de beatitude
De corpos crepitantes em faíscas ondulantes
O ontem liberta-se e transforma-se em sabedoria
No amanhã dançamos a passo compassado
E o futuro para sempre nós deixará deslumbrados.
E sobre a aurora do sentimento deambulamos entrelaçados.
E em nós de sensualidade passamos a encontrar o entendimento necessário.

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janeiro 28, 2004

...

Viajo em pé sobre um onda titânica. Não venci o mar, Mas sim sou sua aliada. Ele move-se pelo luar e eu pela vontade própria. Que a personificação da lua me traga de volta a recordação, eleve-me e leve ao sabor que o mar transporta.

Sorrisos fazem emergir, vontades suaves, de prazer tão delicado que sinto a minha alma a expandir-se por tudo o quanto existe. Sinto o mundo a invadir-me não me deixando ser indivíduo.

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Aranha

"Mestra da tecelagem, a aranha vela na encruzilhada das potencialidades cósmicas e dirige o vai e vem dos destinos."
Gattegno (David), Colecção b.a. - ba, Símbolos, Hugin

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...

Quarto, sala, casa, rua, saudade. Esquecer o tempo e as escalas que medem o mundo, o céu e a alma.

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janeiro 27, 2004

O caldo da vida

Agito o caldo da vida, ele é gaspacho e canja de galinha. Efémeros deste e do outro mundo, rogo-vos por paciência e aceitação. Essa sim é a vossa maior provação. As portas do éden estão fechadas, o céu está para obras, será que vão remodelar deuses, mitologia e religião? É tudo fruto da imaginação, a personificação do todo. Se soubermos a verdade, que necessidade existe de avaliarmos? É o questionamento que nos deixa intrigados nas teias e leias que a vida comporta. Será ela apenas uma aranha que tece a sua teia em forma de meia?

Publicado por sc em 11:07 AM | Comentários (0)

janeiro 26, 2004

Unus Mundus

Rodrigo Siqueira
www.insite.com.br/rodrigo/misc/misc/unusmundus.html

A imagem comum envisionada pelos alquimistas, psicologistas, físicos e poetas como o mais profundo nível do ser.

Unus mundus, mundo unido, mundo unitário, conceito da alquimia medieval resgatado pela psicologia analítica de Carl Gustav Jung cuja cosmovisão implica na existência de uma unidade subjacente em toda a natureza material e imaterial. A vivência do unus mundus possibilita a abertura para o eterno. O unus mundus é o fundo transcendente que reside em toda a unidade da natureza. Em certas religiões funerárias como do Egito antigo, é descrito com palavras comoventes como o morto que se faz uno com todos os deuses e todas as matérias do universo para converter-se finalmente em um, o pai primordial, personificação das águas que envolviam o mundo antes da criação e das quais surgiram todas as coisas. O morto podia então atravessar sem esforço todos os objetos materiais, sair e entrar por todas as formas.

No taoismo chinês, todo aquele que se unifica com o unus mundus viaja sobre o ar e as núvens, cavalga sobre o sol e a lua, vagueia para o além do mundo e a vida e a morte não podem modificar o seu si mesmo. Si mesmo: potencial mais pelo do ser humano. Unidade da personalidade total. Princípio unificador de caráter transcendente dentro da psique humana.

A experiência do unus mundus dá-se quando o tempo se condensa em uma unidade objetiva intemporal. Isto ocorre nas vivências do sagrado, nos atos da criação artística e nas imagens espontâneas produzidas pelos sonhos.

("Memórias, Sonhos, Reflexões" - Carl Gustav Jung)

Publicado por sc em 10:08 AM | Comentários (0)

Linhas
Que comunicam
Explicam
Eventos
Que os ventos
Fabricam
São enigmas
Esfinges
De sabedoria
Querem adivinhar
O amar
O mar
E o adorar
Linhas
Que se entrelaçam
São amantes
De braços dados
Beijam
Falam
Trocam
Invadem
O espaço
O sonho
O real
Dando forma
Ao dual
Controverso
E desperto
Ruma
Sobre mares
Incertos
Cobertos
Pela névoa
Da falta
De consciência
A presença
Cria a existência

Publicado por sc em 09:53 AM | Comentários (0)

!

Cavalo de areia
Na enseada
Do mar
Esbelto


Mi

Sol

Si

Bruxa
Andante
Viajante
Circunstancia
Analise
Errante
Mar
Enervante.
Não sou de ninguém
Sou do mundo
Qualquer dia,
Divido-me em tudo.

Publicado por sc em 09:44 AM | Comentários (0)

janeiro 25, 2004

1

www.terravista.pt/Copacabana/3579/primeira1.htm
LEIAM :)

No princípio era a Essência inominada e indiferenciada, omni-abrangente em sua plenitude suprema, a eternidade pura e sem qualidades: a Unidade primordial. Sua única concepção possível é a do número Um, que sozinho nada representa, sendo portanto igual ao zero, ao nada, ao não-ser.

Nesta instância primordial o ser é igual ao não-ser, e isto não é compreensível. Mas, pela meditação do Um, surge a idéia da duração, precisamente no limite entre o existir e o não existir. E o Um meditou sua duração: 1, 1, 1, 1, 1, 1, 1, 1, 1, 1, 1, 1, 1, 1...

Em sua duração indiferenciada o Um simultaneamente existia e não-existia. Mas nele tudo existia, potencialmente. E o Um, enquanto existente, meditou a duração da sua não-existência, concebida como sua negação: –1, –1, –1, –1, –1, –1, –1, –1, –1, –1, –1...

Em seguida, num átimo primordial da eternidade, anterior ao próprio tempo (portanto incompreensível), o Um meditou não apenas a sua negação mas também sua impossibilidade de manifestar-se como existência, auto-imanente em sua transcendência perfeita, surgindo então a expressão dessa impossibilidade absoluta que, já no mundo diferenciado, os homens passaram a representar como i: i, i, i, i, i, i, i, i, i, i, i, i, i, i, i, i, i, i...

E dessa meditação do Um, coroando sua transcendência na eternidade indiferenciada, emerge a negação dessa impossibilidade, chave que possibilita a Criação: –i, –i, –i, –i, –i, –i, –i, –i...


Publicado por sc em 02:34 PM | Comentários (2)

Caminho por entre pântanos sob efervescência, libertam uma fragrância chamada medo, receio do incompleto e do incerto.
Devagar por entre o lamaçal que comportamos, por causa do feito do génio insatisfeito. Pássaros voam por entre o crepúsculo da madrugada do inconsciente. Em vez de nuvens sobre o firmamento, vejo sim canetas, palavras, sínteses infinitas de parágrafos. O sol é a figura da nossa face, ela simboliza na nossa obscuridade, o suporte da vida, a analogia do astro rei como fonte de vida primitiva. Mas a vida não é apenas dependente dele. Então de onde vem a complexidade, senão de um amontoado de princípios únicos indivisíveis.

Publicado por sc em 10:35 AM | Comentários (0)

...

Curiosidade que jamais se deixa revelar ou mesmo saciar, ela alimenta-se de hipóteses. O infinito é o seu reservatório ao caminhar junto com ela, tornamo-nos sapientes de que nada pode ser verdadeiramente compreendido sem a experimentação de todos os seus modos e variantes. Se tudo for infinito, se tudo for uma projecção do todo, sempre em expansão. Nós para o conhecermos teremos de nós tornar nele, e sê-lo.

Publicado por sc em 10:24 AM | Comentários (0)

janeiro 24, 2004

O que não disse e não consegui dizer...

Numa flor rubra o meu corpo nu descansa, a pela clara contrasta com o vermelho aveludado das pétalas que nascem do meu coração. No céu em vez de estrelas vejo o teu olhar. Esse aterra na margem junto ao nascer do orvalho por criar. O vento do deleite faz a flor oscilar… e nisso ela eclode… estendendo-se pelo infinito fora em espirais ascendentes de murmúrios perpétuos, de toque ao de leve de eternidade, transportam o novo arquétipo da volúpia diluída em ternas partes doce de dilecção, a divina combinação do corpo com a alma. Em êxtase o corpo vibra como se de uma estrela cadente se tratasse… a alma jubila em torno do complemento e deixa de o ser, tornando-se espírito uno.

A anunciação do amanhã… o rever do olhar… o sentimento que se liberta. Já não sei se é real ou ficção, de qualquer das formas ele inunda-me de pensamentos, desejos, queres sem razão aparente… afinal que sentimento é? Que emoção desperta? Dela apenas fica a necessidade de união, de complementaridade. O que faço, nem sei distinguir o que sinto, apenas sei que desejo, anseio, espero, desespero pela onda que te trará de volta envolto em magia ao altar da minha alma.

Publicado por sc em 03:38 PM | Comentários (0)

O que não disse...

A prostituta sagrada dança envolta de plumas plasmáticas de energias imensuráveis. Mil cores são projectadas sobre o breu das almas sedentas de paixão pela complementaridade. A seriedade da norma desvanece ao som dos ardentes gemidos que a carne produz ao se enlaçar. Gancho que se insere no travessão caloroso da bainha húmida, doce, quente e escorregadia. O corpo não aguenta mais a emoção do toque da carne envolta de beijos rubros de olhares translúcidos. Em carrossel tornamo-nos, cornucópias aladas de sabores afáveis. Lentamente tentamos penetrar a alma, ficamos na expectativa que ela se una. Gemidos, cânticos divinos que aceleram a intensidade do momento. A doce dor isentasse de fundamento, e torna-se em murmúrio incandescente. Abraçados até ao infinito rodopiam compenetrados pelo ritmo do orgasmo dionisíaco que lhes eleva o corpo à alma. O espírito desce sobre o corpo, e tudo se dilui como uma palete de cores em espiral infinita de deleito pelo usual. Passam a ser um só e tudo se torna dual ao seu redor, e a prostituta sagrada desce à terra por uma escada de folhas fálicas vindas desde o início do nada, ela traz consigo o suspiro divino que enleia as almas em deleite, semeando o amor fantasiado por gemidos provindos da tentativa de capturar, aquele único momento em que tudo se torna inigualavelmente inesquecível.

Publicado por sc em 03:31 PM | Comentários (2)

Emoções para que servem?

As emoções são extensões de nós mesmos em desespero, sobre aquilo que não conseguimos compreender.

Publicado por sc em 01:43 PM | Comentários (2)

Navego e manobro mares de fantasia!
Será que posso atracar no porto da verdade?
Também pode ser no cais da realidade!
Trago mercadorias exóticas no convés desta nau, que vagueia por mares agitados de sonhos adiados. Serão eles a minha veracidade? Ou apenas ilusão que me deixa inebriada...
São as vagas tanto agitadas como calmas que me fazem acordar, olhar e saborear o sentimento que se desprende.
Na minha direcção vem uma vaga chamada paixão. É ela que não me deixa atracar à razão …
Serão os sentimentos instantâneos? Como poderemos então analisar a sua veracidade? Pela confrontação?

Publicado por sc em 01:41 PM | Comentários (2)

janeiro 23, 2004

Sem palavras

Já não são mãos que me tocam são ondas luxuriosas de prazer embriagante, as lamechas do amanhã desaparecem e o êxtase penetra-me do corpo à alma. Não consigo descrever, isso torna-se em pecado não saber o que realmente se quer dizer…

Publicado por sc em 04:38 PM | Comentários (0)

Bom Dia

Fadas em laços alçados sonham com flores do tamanho do mundo. Beijos plasmáticos formam-se no coração e alma de cada ser. Imagens reflectidas de amor e aconchego foram libertadas, a qualquer segundo invadiram a terra.

Publicado por sc em 10:30 AM | Comentários (0)

janeiro 22, 2004

Sinto uma necessidade quase efervescente de me libertar. Largar as amarras e voar. Partir e nunca mais regressar. Correr e saltar sem uma só vez parar. Desejo ser uma fita de seda que escorrega pelo infinito mar. Deslizar ao sabor da maresia e dos seus efémeros gentis ressaltos. Oh, que maravilha seria então dançar ao sabor do luar. Ser uma estreita sombra sobre o titânico mar. Ser ao mesmo tempo o sabor de um limão, aquele que arde mas todo o mal cura e no mesmo instante o sabor de um queijo ao paladar de um querido seu amante. Ser uma flor que desbota pela manhã. Ser cores infinitas de sabores e olhares. Ser a beleza vã, de alguém que observa o infinito sem saber que dele faz parte também. Como posso então ser tudo e nada ao mesmo tempo? Experimentar todos os sabores e prazeres sem me perder?

Publicado por sc em 11:55 PM | Comentários (1)

Passear

Salto de planeta em planeta. Sou gigante! Vou a correr pelo universo fora. Vejo luzes ao longe. Assemelham-se a estrelas. Não as consigo distinguir. Então corro, para as poder ver de perto. Quando olho para trás, vejo que me perdi do sistema solar. Abrando o passo, olho em redor. Continuo a ver luzes ao longe, mas já não vejo o sol. Perdi-me na imensidão da curiosidade, que nunca consegue alcançar a verdadeira causa.

Publicado por sc em 11:48 PM | Comentários (0)

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Partida, despedida, sabedoria cristalina.
Vontade, saudade, veracidade e elegia.
Transbordam pelas bordas do cálice da vida.
Alegrias desmedidas perfuram o ser de questões imensuráveis, infinitas e concisas.
Esquecidas pelos bancos da memória altiva.
O chamado insistente para o acordar da mente.
Abrir os olhos e sorrir.
Invenção solidão, mártir sem razão.
Questões cruéis, saudades fieis.
Dadaismos, surrealismos, depressão da estrutura para a união da cultura.
Por ruína insistente das pernas incoerentes.
São cegos e intuitivos os uivos incessantes de corações que fodem ao luar sobre o crepúsculo da madrugada.
É dado como sabido e esquecido o amar e o mar.
Emoções, perdidas ao vento, esse não encontra alento.
Ansiedade sobre a verdade e sobre a impossibilidade.
Palavras mil são a primavera do Outono.
E o verão é apenas um grão onde lampejam corações.

Publicado por sc em 04:48 PM | Comentários (0)

A matemática da vida

A vida tem uma matemática precisa e concisa.
O ontem tem consequências sobre o presente.
Se não alterarmos o futuro no momento presente o ontem continua a valer tanto nos presentes vindouros que são os futuros.
O passado é igual ao presente mais o futuro quando nos encontramos estagnados.
Mas o presente é o futuro do ontem e o ontem do futuro é o presente.

Publicado por sc em 12:55 PM | Comentários (0)

Estabilidade?

Ilusão, imaginação.
Fontes de criação:
Será a habilidade da criatividade universo ilimitado?
Quem é sábio para sempre saberá para onde se dirige o vento.
Ele aprendeu o dom do entendimento.
De momento e para sempre deslizará pelas torrentes da vida que comporta o pensamento.
Sabe aceitar convenções e correcções, pois são elas que criam e fazem a vida soar.
Embora a vida seja atribulada para sempre será amada.
Ela é a maré da criação, destrói castelos na areia, originando cenários constantes com sabor a renovação.
A renovação essa advém da destruição que a transformação origina.
Ambas são a engrenagem da vida, são necessárias e imperdoáveis.
Talvez ao ansiarmos estabilidade, apenas encontramos o nada.

Publicado por sc em 12:50 PM | Comentários (0)

janeiro 21, 2004

Visualizar:

Imaginem que o universo é um útero. E lá dentro estão milhares de gémeos unidos por cordões umbilicais feitos de energia.

Publicado por sc em 08:24 PM | Comentários (1)

Em dia de tempestade...

o mar esperneia ondas de paixão e redenção.
Ondula ao sabor da lua, salta como que se a tentasse agarrar.
Será que ela outrora foi sua?

Publicado por sc em 07:33 PM | Comentários (0)