maio 31, 2005

...

Um dragão efervescente desceu uma colina que subia, tocou no céu. Desapareceu, desvaneceu, em milhares de luzes enleadas numa vida delas próprias. Descobriu que o sonho é o telescópio da alma.

Publicado por sc em 11:38 PM | Comentários (2)

maio 25, 2005

"tudo o que existe é justo e injusto e, em ambos os casos, igualmente justificável"

Publicado por sc em 07:27 PM | Comentários (0)

maio 20, 2005

...

Num dia pensa-se que morrer ou não morrer é apenas produto do acaso; mas, no dia seguinte, com o desespero na alma, admite-se seriamente sair do inferno e entrar no vazio, mesmo pela solução final do suicídio. Para logo se concluir que o suicídio é um privilégio deixado aos corajosos e que perante essa perspectiva quase todos nos comportamos como covardes.

(...)

"As ausências de deus no labirinto da guerra colonial", de António Loja

Publicado por sc em 06:38 PM | Comentários (0)

maio 16, 2005

a vida é doce, e eu sou um monte de sal, na boca de quem julgo amar...

Publicado por sc em 11:08 PM | Comentários (0)

maio 14, 2005

Porquê, olhos? Porque não outra coisa, as composições que nascem a partir de um olho, uma forma vaginal, um símbolo da alma, um signo de passagem, de efemeridade, um ícone de memoria e de sentimento. Um modo de absorver o “real”. Olhos, retina, íris. Quem me dera compreender o que o meu inconsciente dita, quando me leva a desenhar olhos, milhares de olhos imaginários, nascem de mim própria, pela minha mão. Em simples traços nascem, para logo se tornarem em algo tão complexo, que se torna impossível de decifrar. Será um sentimento de quem está a ser observado? Será um sentimento de quem jamais poderá se sentir sozinho? E deixo-me na dúvida, como se eles não tivessem origem em mim, como se algo maior que eu me levasse a tal, me tomasse o corpo e alma, e dissessem que me vêem, que olham para mim. E pergunto de onde vêem, e o que representam, o que querem, e o que pretendem. E não obtenho resposta, a não ser, novas e inúmeras sequências de olhos imaginários. Como uma obsessão primitiva. Serão seres que habitam nos recônditos do meu inconsciente, tão antigos como o tempo? Pois não sou a única, nem serei a ultima a ser tomada por eles. Eles existem, eles vivem, dentro de almas, talvez como eu. O primeiro nasceu sozinho, os restantes por vontade própria. Expliquem-me o que são, o que representam. Talvez não tenham significado algum. E esse mesmo conceito de “vazio” de ausência de explicação é de um modo geral, algo que atormenta as mentes humanas. Então o que fazer quando se cria incessantemente algo que não se consegue dominar, algo que depois de elaborado nos cria tal curiosidade, e nos incute à questão e á intuição de um padrão generalizado. De onde vêem? Olho para outros, que fizeram o mesmo e vejo as semelhanças. De onde vêem? De um inconsciente colectivo? De uma dimensão, mais que a vida/morte. Vou ficar por aqui. Aguardo por um resposta. Senão ficaria toda a eternidade a tentar responder as minhas próprias questões. E dessa tentativa, apenas universos paralelos posso criar, e dessa tentativa apenas imaginar me resta. Engraçado porque o acto de imaginar geralmente tem origem, na tentativa de explicar aquilo que não se conhece…

Publicado por sc em 04:05 PM | Comentários (2)


Jean Cocteau

Publicado por sc em 03:04 PM | Comentários (0)

maio 05, 2005

LEITURAS COM NET http://leiturascom.net/
Espaço de edição e divulgação de novos autores de Língua Portuguesa

Concurso de micro-contos

http://leiturascom.net/arquivo/2005/04/concurso_de_mic.html

Publicado por sc em 04:37 PM | Comentários (0)

maio 04, 2005

"Nos contos de encantar este desamparo cósmico é explicado pelo o Karma ou pelo Destino, contra os quais ninguém pode lutar, pois tudo quanto acontece foi predestinado e só nos resta aceitá-lo. No entanto, se o destino de um homem pode ser de magia, não será isso uma forma de esperança para a criatura desamparada? Nesse mundo de esperança e fantasia o simples e bom vencem sempre, qualquer que seja o tempo que vagueiem no labirinto de manhas congeminado pelos maus para os arruinar. Sim, os contos de encantar criam o mundo que nós próprios criaríamos, se pudéssemos; o mundo de sonho e de romance que, embora gerado no ventre da má fortuna, acaba sempre em bem. As suas conclusões são sempre sensatas: o pobre eniquece, porque acha um tesouro; a madrasta perversa morre; a irmã mais velha e invejosa não casa nunca com o príncipe; o casal idoso e sem filhos encontra um menino perdido... E, sobretudo, ao belo jovem depara-se sempre a sua princesa e o amor eterno! Que é um conto de encantar? É o universo onde acontece, idealmente, tudo aquilo que desejamos e com que sonhamos em segredo. É a realização de nós próprios."

Pearl S. Buck

Publicado por sc em 05:39 PM | Comentários (0)

WHY THE SEA IS SALT de Asbjornsen and Moe hihih (o meu favorito)

ONCE upon a time, long, long ago, there were two brothers, the one rich and the other poor. When Christmas Eve came, the poor one had not a bite in the house, either of meat or bread; so he went to his brother, and begged him, in God's name, to give him something for Christmas Day. It was by no means the first time that the brother had been forced to give something to him, and he was not better pleased at being asked now than he generally was.

"If you will do what I ask you, you shall have a whole ham," said he. The poor one immediately thanked him, and promised this.

"Well, here is the ham, and now you must go straight to Dead Man's Hall," said the rich brother, throwing the ham to him.

"Well, I will do what I have promised," said the other, and he took the ham and set off. He went on and on for the livelong day, and at nightfall he came to a place where there was a bright light.

"I have no doubt this is the place," thought the man with the ham.

An old man with a long white beard was standing in the outhouse, chopping Yule logs.

"Good-evening," said the man with the ham.

"Good-evening to you. Where are you going at this late hour?" said the man.

"I am going to Dead Man's Hall, if only I am on the right track," answered the poor man.

"Oh! yes, you are right enough, for it is here," said the old man. "When you get inside they will all want to buy your ham, for they don't get much meat to eat there; but you must not sell it unless you can get the hand-mill which stands behind the door for it. When you come out again I will teach you how to stop the hand-mill, which is useful for almost everything." (...)

Continuar a ler aqui : http://www.mythfolklore.net/andrewlang/313.htm

Publicado por sc em 02:55 PM | Comentários (0)


Andrew Lang o grande coleccionador de contos de fadas :)

http://www.mythfolklore.net/andrewlang/

Publicado por sc em 02:39 PM | Comentários (0)

+ um site mto giro, com contos e mitos, lendas da varios paises e culturas
:P

http://www.mythfolklore.net/

Publicado por sc em 02:34 PM | Comentários (0)