junho 28, 2005

páginas lentas

Não consigo escrever
Detesto páginas lentas
Estética
Estética
Estética
Envolvente suplicia
Arte sarcástica…
Rebentar com os miolos
Antes que eles rebentem comigo
Rebentar os miolos
Antes que eles me façam explodir
Elogios
Utopia
Metáforas
Metáforas
Perdidas
Metáforas
Metáforas
Vendo relento
Feito por mágicos
Em analogia narcótica
Claro
Escuro
Adorar
O excitar
Língua
Lín – gua
Não
Não consigo
Não consigo escrever


Publicado por sc em 11:18 AM | Comentários (0)

junho 26, 2005


Publicado por sc em 02:15 AM | Comentários (0)

junho 21, 2005

Sinto uma necessidade quase efervescente de me libertar.
Largar as amarras e voar.
Partir e nunca mais regressar.
Correr e saltar sem uma só vez parar.
Desejo ser uma fita de seda que escorrega pelo infinito mar.
Deslizar ao sabor da maresia e dos seus efémeros gentis ressaltos.
Que maravilha seria então dançar ao sabor do luar.
Ser uma estreita sombra sobre o titânico mar.
Ser ao mesmo tempo o sabor de um limão,
Aquele que arde mas tudo cura,
No mesmo instante o sabor de um queijo
Ao paladar de um querido seu amante.
Ser uma flor que desbota pela manhã.
Ser cores infinitas de sabores e olhares.
Ser a beleza vã, de alguém que observa o infinito,
Sem saber que dele faz parte também.

Publicado por sc em 12:06 PM | Comentários (4)

TIC.TAC BOOMMM

Publicado por sc em 12:40 AM | Comentários (0)

junho 20, 2005

Lugares paradisíacos
Só os reconheço dentro da utopia
Negrume de séculos de afronta
Utopia, miopia, piedade
Analogia ausente de seriedade.

Publicado por sc em 10:33 PM | Comentários (1)

junho 19, 2005

"The basic thesis of gestalt theory might be formulated thus: there are contexts in which what is happening in the whole cannot be deduced from the characteristics of the separate pieces, but conversely; what happens to a part of the whole is, in clearcut cases, determined by the laws of the inner structure of its whole."

Max Wertheimer, Gestalt theory.
Social Research, 11 (translation of lecture at the Kant Society, Berlin, 1924).

Publicado por sc em 01:04 AM | Comentários (0)

junho 11, 2005

...

Arte sarcástica, encrespada por milhares de perspectivas em que pode ser enlaçada, no espaço infinito do pensamento de cada um. Arte, etra, arte. Derivação, forma de expressão, necessidade de compreensão, sentimento perdido, sentimento único, uno. Mil e uma coisa, coisa nenhuma.

Publicado por sc em 09:50 PM | Comentários (0)

junho 09, 2005

...

No meio da embriaguez…
No meio da embriagues
Tudo se revela
Toda a hierarquia do sentimento
Se revela
Por mal
Ou por bem
No meio da embriaguez
Tudo se revela
É nela que os sentimentos despontam
É nela que reside a nossa alma
Quem é sábio
Para sempre
Saberá para onde se dirige o vento
Ele aprendeu o dom
Do entendimento
No meio da embriaguez…
Humm
No meio da embriaguez….
Tudo se revela
Conseguem ouvir
O murmúrio
Do meu suplicio
Conseguem o entender?
Ele pede por mais
Ele necessita da embriaguez
Da criação, do desejo, e da concepção
De tudo o que deixa a alma aquosa
Sem ser nada, e no fundo ser tudo
No meio da embriaguez
No meio da embriaguez
Tudo se revela
Ouçam o meu suplício
No meio da embriaguez
Tudo se revela
Nada o é sem ela…

Publicado por sc em 02:02 AM | Comentários (0)

junho 08, 2005

O homem azul
O homem azul
Segreda-me ao ouvido
Do lado de fora da minha varanda
Que eu tenho de fugir, partir…
Que já não pertenço aqui
O homem azul
O homem azul
Chama por mim
Do outro lado do arco-íris
O homem azul
Suspenso no ar
Flutua para me apanhar
Quedo-me ao olhar
A face azul, as mãos e o olhar
Movem-se para me salvar
Desliza no ar como uma pena
O homem azul
O homem azul
Veio exactamente de este
Voou na minha direcção
Vindo do nascer do sol
Não quis entrar no meu quarto
O homem azul
O homem azul
Que quer ele de mim
Porque voa na minha direcção
O que quis dizer, o que quis expressar
Apenas o senti no espanto da ilusão da minha visão.

Publicado por sc em 12:31 AM | Comentários (0)

junho 05, 2005

O vento que corre
O vento que morre
Contra a minha pele nua
O vento que foge
O vento que me amassa
O vento que roda e rebola,
Que se encaracola
Em tudo sem no fundo, ser nada

Publicado por sc em 09:02 PM | Comentários (7)