As tuas lembranças rodopiam
Sobre o vento que amacia
A bacia onde a sabedoria
Se banha em cola
Que tudo entrelaça
O chamado enlaço
A matriz, a verdadeira
E única meretriz
A vida, o sonho, o acordar
Reparar no ajeitar
Que provoca o criar
Do amar, voltar a recordar
“Este sentimento de relação involuntária, será ele devido a um complexo activo, isto é, inconsciente. As emoções são como um momento em que o aço se encontra e uma chama emerge e passam a governar a consciência. Mas sem elas não distinguiríamos a inércia do movimento, e finalmente anima encontra animus, unem-se por contraste e complementam-se.” Julgo que o equilíbrio seja um diálogo entre nós.
...Apetece-me amaldiçoar-te, mas não o vou fazer, não te posso dar algo que já tens! Vou amar-te, assim dou-te algo que no fundo não tens...
Ainda te consigo ouvir a sorrir, lembro-me do fulminante sentir que o teu olhar despertava em mim. Lembro-me de todos os momentos, de todos os desvios e de todos os encontros. O sorrir dos teus olhos, a expressão dos teus lábios, os teus modos desajeitados, o corar da tua face, o nervosismo do teu corpo. E das mentiras da tua língua, a qual não experimentei...
Saudade do esquecimento, porque não me quero lembrar, da semente de alento, que plantaste no meu pomar. Não cresce nem desaparece. Não mirra nem vinga. Não é dor nem amor. É fruto proibido e não engolido. Nem o sol do sorriso lhe toca, nem a chuva a deixa morna, nem a terra a acolhe. Esta magoa, este marasmo que se eteriza, no ar do meu solene pensamento. Emoldurei-te em chapa gravada, em mantra cobiçado embutido de protecção pelos astros. Mas o meu barco já sem mastro perdeu-se do porto do teu aconchego. Agora derivo pelo mar do sentimento em busca de alívio. Mas apenas Letes me poderá salvar da dor que não me deixa descansar. Pois sei que nada me vai deixar esquecer, nem mesmo o esquecimento… talvez a não existência consiga devorar a tua ausência.
Não me apetece conjugar ladainhas. Apetece-me amar-te em toda a profundidade da sacralidade. Mergulhar em ti como se fosses mar. Sou a areia da praia, mil e um pedaços do que outra ora fui. Inunda-me, consome-me, desfaz-me, mas deixa-me para sempre a teu lado. Juntos fazemos o verão, de Inverno a solidão. E para sempre em abraço eterno nos conjugamos, sobre o sol, sobre a lua. Ser para sempre tua...
Numa flor rubra o meu corpo nu descansa, a pela clara contrasta com o vermelho aveludado das pétalas que nascem do meu coração. No céu em vez de estrelas vejo o teu olhar. Esse aterra na margem junto ao nascer do orvalho por criar. O vento do deleite faz a flor oscilar… e nisso ela eclode… estende-se pelo infinito fora em espirais ascendentes de murmúrios perpétuos, de toque ao de leve de eternidade, transportam o novo arquétipo da volúpia diluída em ternas partes doce de dilecção, a divina combinação do corpo com a alma. Em êxtase o corpo vibra como se de uma estrela cadente se tratasse… a alma jubila em torno do complemento e deixa de o ser, tornando-se espírito uno.
Sobre a expectativa incerta do adeus, aparece o desejo iracundo que lampeja sobre o corpo, alma e razão. No altar da alma renasce a bênção da imagem emoldurada. Ranjo os dentes, tremo e temo… Anseio, sobre o seio do receio. Deambulo sobre o amanhã na esperança de encontrar o teu canto. Medito no como e porquê deste sentimento que me tomou de assalto, é impossível de descrever, impossível de conter…
A anunciação do amanhã… o rever do olhar… o sentimento que se liberta. Já não sei se é real ou ficção, de qualquer forma ele inunda-me de pensamentos, desejos, queres sem razão aparente… afinal que sentimento é? Que emoção desperta? Dela apenas fica a necessidade de união, de complementaridade. O que faço, nem sei distinguir o que sinto, apenas sei que desejo, anseio, espero, desespero pela onda que te trará de volta envolto em magia ao altar da minha alma.
Shyness is nice, and
Shyness can stop you
From doing all the things in life
You'd like to
Shyness is nice, and
Shyness can stop you
From doing all the things in life
You'd like to
So, if there's something you'd like to try
If there's something you'd like to try
ASK ME - I WON'T SAY "NO" - HOW COULD I ?
Coyness is nice, and
Coyness can stop you
From saying all the things in
Life you'd like to
So, if there's something you'd like to try
If there's something you'd like to try
ASK ME - I WON'T SAY "NO" - HOW COULD I ?
Spending warm Summer days indoors
Writing frightening verse
To a buck-toothed girl in Luxembourg
ASK ME, ASK ME, ASK ME
ASK ME, ASK ME, ASK ME
Because if it's not Love
Then it's the Bomb, the Bomb, the Bomb, the Bomb, the Bomb, the Bomb, the Bomb
That will bring us together
Nature is a language - can't you read ?
Nature is a language - can't you read ?
SO ... ASK ME, ASK ME, ASK ME
ASK ME, ASK ME, ASK ME
Because if it's not Love
Then it's the Bomb, the Bomb, the Bomb, the Bomb, the Bomb, the Bomb, the Bomb
That will bring us together
If it's not Love
Then it's the Bomb
Then it's the Bomb
That will bring us together
SO ... ASK ME, ASK ME, ASK ME
ASK ME, ASK ME, ASK ME
Oh, la ...
The Smiths, ASK Lyrics
Se tu fosses ar, eu morreria sufocada, pela tua ausência.
O amanhã que nunca chegará
Com o alivio do beijo da retina.
E se… E se…
Se o mundo fosse quadrado,
Eu talvez fosse um triângulo.
Se o mundo fosse oco,
Talvez fosse completa.
Se o mundo fosse um fantasma na minha memória,
Eu talvez fosse poeta.
Se o mundo deixar de ser,
Na perfeição de um traço
Perdido sob a tua pele nua.
Eu com ele padeço,
Amordaçada num abraço fatal e trágico.
Na plenitude da negação do conceito: amar.
Tudo o que é desconexo,
É magnético, no seu sentido inverso.
Pernas, braços, que trocam o passo.
A fatídica coincidência do trágico sobre meus braços.