eu tu
diz sim
sim eu
diz tu
sim diz
tu eu
diz sim
sim tu
diz sim
Um homem que passa a vida a fazer downloads de ficheiros,
E de seguida apaga-os, sem lhes dar qualquer utilidade. Qual o seu porquê? Qual o porquê da sua atitude? Pode para o resto das pessoas que sabem da sua existência não ter razão alguma, no entanto saberá ele o porquê da sua razão? Vamos supor que ele não sabe o porquê da razão da sua atitude, existirá então alguma razão valida para que o homem pratique essa mesma atitude repetidas vezes? Mas se ele o faz por alguma razão é! Senão não o estaria a fazer! Será então o conceito de que tudo tem uma razão de ser, que faz de nós curiosos? E porque não ter esse como motivo para a curiosidade?
Despojada, entropia, estupidificação do sensível. Sim são palavras que jamais encontraram compreensão, e é exactamente isso que te atrai, elas mostram-se como caos. E eu sou a chave da ordem nesse caos. O enigmático seduz, como se de sede se tratasse. A desidratação dos sentidos, pela posse da verdade, o desejo da realidade, o sonho de liberdade. A curiosa sensação de impotência, perante o inicio do inicio, a sensação de que algo explodiu, de que algo se fragmentou em mil e um pedaços, a impossibilidade de se decifrar o que se diz, o que se pretende, o que se pensa. O não encontrar o fio á meada. É ai nesse, espaço. Nesse minúsculo espaço que tudo deixa de o ser, como se algo maior se tivesse aglutinado como um furacão, é ai nessa terra do nunca que se encontra a razão, a liberdade de imaginar, e de por sua ventura criar.

Os sonhos que me invadem,
És tu que os provocas!
Tu
Com quem não consigo falar.
Os sonhos que me amordaçam,
Eles dizem-me o que eu digo,
Sobre o dia por vir.
E toda a magia desaparece
Cai por terra,
No meio de um vendaval de emoções.
Tu
O que querias de mim?
A imagem real, não se equiparar a imagem idealizada?
E por tal o tempo chora por mim.
Lágrimas espartanas caem dos meus olhos,
Pela mão de tua fingida insensibilidade.
Anda… Cheguei ao fim do labirinto.
Tu
Não me consegues apanhar!
Tu
Que ansiavas conhecer o labirinto com toda a tua alma.
O que esmoreceu?
Foi a imagens retorcida, do que outra hora fora uma rectilínea?
Anda…
Segue-me
Persegue-me
Envolve-me
Com um lenço de seda
Projectado pela retina inflamada do desejo
Anda…
Tecer quarteirões com os pés
Descrever o que se julga sentir
Fragilidade e muitos dades
Com algo anexado
Remetem circulares
De pensamentos endiabrados
Carrosséis de papoilas escarlates
Combatem nuvens espartanas
Pela posse da terra do nunca
Se ao menos o mar fosse céu e a terra mar. Os peixes pássaros e os pássaros peixes. O sol a lua, a lua o sol. E se, e se…O Outono a primavera e o verão o Inverno. Apenas nesse outro inverso, eu seria eu e tu ao mesmo tempo.
O timbre da voz
Derivar, divagar, correr, saltar. Viajar, viajar. Percorrer o olhar, deslumbrar a alma.
Tantas palavras… para tentar descrever algo que não se conhece.
i´m just like a star, beautiful from this far.
Acender o cigarro com a borracha, escrever palavras sem sentido mascaras de sentimentos não resolvidos.
E se o branco fosse verde e o azul fosse amarelo, como seria o mundo, como seríamos? E se as estrelas saltassem de um sítio para outro como que se dançassem. E se...
Tenho a cara queimada, das lágrimas que derramo com o teu nome.
O nome do meu amor, a tua designação, a minha indignação.
A liberdade é transparente. E toda eu negra, presa a tua negação.
Conformidades sociais… o mundo, esse, esquece-se. Esquece-se, da origem, sim, da sua origem. O mundo, o homem, sim o homem. O homem que vaguei dentro de uma bola de areia compactada com um pouco de água. Sim, esse acima de qualquer coisa que nela habita, esqueceu-se da origem. Amarrou-se a falsos conceitos e ideologias. Ele esqueceu-se da aceitação de tudo o que está dentro da bola de areia compactada com um pouco de água. É exactamente esse sentimento, de humildade, que permite a evolução, pois essa é uma adaptação, não sinonimo de luta por poder. Tudo dentro da bola de areia compactada com um pouco de água, é como um rio, que roda sobre ele mesmo, e que nada dentro dela é estático e indissociável. O homem esqueceu-se do que a vida representa. E a vida aos poucos esmorece da dor que esse mesmo sentimento lhe provoca.