Quinta dimensão
Não consigo escrever
Detesto páginas lentas
Estética
Estética
Estética
Envolvente suplicia
Arte sarcástica…
Rebentar com os miolos
Antes que eles rebentem comigo
Rebentar os miolos
Antes que eles, me façam explodir
Elogios
Utopia
Metáforas
Metáforas
Perdidas
Metáforas
Metáforas
Vendo relento
Feito por mágicos
Em analogia narcótica
Claro
Escuro
Adorar
O excitar
Língua
Lín – gua
Não
Não consigo
Não consigo escrever
Palavras que correspondem a figuras geométricas. Geomancia. Criptologia. A capacidade da racionalidade diferenciar o conjunto… Perdi-me no raciocínio. Esqueci-me do mundo à minha volta. Perdi-o por um segundo. Por um ínfimo segundo atroz.
A inevitabilidade do amor.
A geometria de um traço perdido sob a tua pele nua.
Um quadrado.
Um circulo.
Um rectângulo.
Um paralelepípedo.
Um pedido.
Geometria metamorfoseada em declives capturados pela matriz da retina. A conjunção da realidade que sai pelas mãos. A imagem que coabita com o corpo. A irreversibilidade da geometria. A obsessão matemática de corpos aglomerados. Unidades transformadas em multiplicidades.
O traço sob a tua pele nua.
A descontinua razão do ser.
A divisão do tempo.
O traço deixado pelo o olhar translúcido.
A clareza da opinião formada.
O homem azul.
O homem azul.
Olha-me nos olhos,
E diz-me o que eu digo
Nos sonhos por vir.
Ismos e ismos e ismos. Cada um por si. Cada um por todos. A dualidade incoerente à analise dos nossos olhos. A sua eternidade. A coesão dos sentidos. Os ismos, os ismos, que nos constroem e nos explicam. A tentativa frustrada de mergulhar na origem através da denominação de factos que nos são “superiores” na medida em que estes se estendem para além na nossa vida. Os ismos, os ismos, ismos. Esquecer o significado da liberdade de conceito e contextualização da explicação, esquecer. Os ismos, os ismos com que nos querem aprisionar.
Se tu fosses ar, eu morreria sufocada, pela tua ausência.
Se tu fosses ar, eu morreria sufocada, pela tua ausência.
Se tu fosses ar, eu morreria sufocada, pela tua ausência.
Se tu fosses ar, eu morreria sufocada, pela tua ausência.
Se tu fosses ar, eu morreria sufocada, pela tua ausência.
Se tu fosses ar, eu morreria sufocada, pela tua ausência.
Se tu fosses ar, eu morreria sufocada, pela tua ausência.
Se tu fosses ar, eu morreria sufocada, pela tua ausência.
Se tu fosses ar, eu morreria sufocada, pela tua ausência.
Se tu fosses ar, eu morreria sufocada, pela tua ausência.
No fundo as coisas acabam sempre por ser o que fazemos delas, consoante a perspectiva pela qual as olhamos ou as sentimos.
Com a luz, capturamos o “real”. Com o breu, divagamos pela conjunção do eu e do suposto “real”.