março 27, 2006

Metodologia da escrita, uma espiral continua de imagens fragmentadas, em letras agrupadas. Preto e vermelho. Titulo e conteúdo. Miolo mal cozido. Beje esbatido, com uma textura cremosa. Natas feitas de nada. Um risco. Uma linha. Estica-se a linha e dá-se a volta, forma-se um círculo, ou um quadrado. Com o risco, traça-se o conteúdo, o miolo mal cozido de uma suposta realidade.

Publicado por sc em 11:33 PM | Comentários (2)

A inevitabilidade do amor.
A geometria de um traço perdido sob a tua pele nua.
Um quadrado.
Um circulo.
Um rectângulo.
Um paralelepípedo.
Um pedido.
Geometria metamorfoseada em declives capturados pela matriz da retina.
A conjunção da realidade que sai pelas mãos.
A imagem que coabita com o corpo.
A irreversibilidade da geometria.
A obsessão matemática de corpos aglomerados.
Unidades transformadas em multiplicidades.
O traço sob a tua pele nua.
A descontinua razão do ser.
A divisão do tempo.
O traço deixado pelo o olhar translúcido.
A clareza da opinião formada.
O homem azul.
O homem azul.
Olha-me nos olhos,
E diz-me o que eu digo
Nos sonhos por vir.

Publicado por sc em 11:31 PM | Comentários (1)

março 24, 2006

O tempo chora por mim,
Lágrimas infinitas
Caiem por entre nuvens espartanas
Cortam os fios que me fazem boneca
Marioneta do meu desejo,
Do meu amor,
Do meu anseio,
Da minha vontade
Rompem-me a pele, a alma como uma espada
Desfaço-me em fragmentos
Cacos de delírios
Jamais poderão ser unidos.
O tempo uiva comigo
Nuvens espartanas
Invadem-me a paixão
Delineando-me em fragmentos
Pintalgados de jumentos passados
O tempo passa
Como eu na tua memoria
Apaga, rasga, amassa
A mentira que nunca foi verdade
O meu túmulo jaz em ti
No tumulto do teu vazio
Estratifica-te e apaga-te
Pois o tempo para sempre será meu aliado.

Publicado por sc em 12:52 AM | Comentários (3)

março 20, 2006

"Love knows no virtue, no profit; it loves and forgives and suffers everything, because it must. It is not judment that leads us; it is neither the advantages nor the faults wich we discover, that make us abandon ourselves, or that repel us.

It is a sweet, soft, enigmatic power that drives us on. We cease to think, to feel, to will, we let ourselves be carried away by it..."

Venus in Furs, Masoch

Publicado por sc em 11:20 AM | Comentários (3)

março 17, 2006

Publicado por sc em 12:33 PM | Comentários (0)

...

Ismos e ismos e ismos. Cada um por si. Cada um por todos. A dualidade incoerente à analise dos nossos olhos. A sua eternidade. A coesão dos sentidos. Os ismos, os ismos, que nos constroem e nos explicam. A tentativa frustrada de mergulhar na origem através da denominação de factos que nos são “superiores” na medida em que estes se estendem para além na nossa vida. Os ismos, os ismos, ismos. Esquecer o significado da liberdade de conceito e contextualização da explicação, esquecer. Os ismos, os ismos com que nos querem aprisionar.

Publicado por sc em 12:16 PM | Comentários (0)

março 09, 2006

Folhas, bolhas.
Outono, Inverno.
Céu aberto.
Luz estrelar incerta.
Dispersa sobre a terra Incrédula.
Pirata cego e coxo.
O mocho grita uivos,
De sabedoria pela noite fria.
A melodia conversa sobre,
O estado da alegria.
Num prado Inundado
De papoilas mil.
Dentes-de-leão rodopiam,
De mão em mão.
O vento Transpira Suores.
Orvalhos de prazeres Inconfundíveis, Imprevisíveis
Maravilhas.
Vidas de algodão-doce.
Balões ao longe Soltam uma canção.
O sol é o dó maior.
Murmúrio de confusão.
Alusão.
A noite cai de Inverno.
Frio que brilha..
Estrelas que tecem mundos de fantasia.
Instrumentos Coerentes,
Carregados De melodia.
Impressionista…
Contorcionista…

Folhas bolhas
Primavera verão,
Céu azul,
Mar translúcido sobre a terra aluada,
A guitarra liberta uivos de melodia
Pela noite morna,
A cigarra fala sobre a cantiga esperada,
Numa moita seca e árida.
O vento mal se sente
E o suor escorre pela fronte.
O amanhã ensolarado traduz
O clarear do abraço,
O beijar dos lábios,
O traço do horizonte em espasmos,
Sobre a areia que escorrega
Por entre as veias,
Flores de papel de mil cores
Invadem a atmosfera,
O sol do meio-dia cobre os poros de magenta,
Enquanto a gota de água lenta
Desce pela bainha até se desfazer
No chão do céu
E torna-se numa estrela
Que bóia no infinito.

Publicado por sc em 12:48 AM | Comentários (0)

março 05, 2006

Publicado por sc em 02:58 PM | Comentários (0)