maio 29, 2006

No fim, no fim… tudo passa como um sopro de vento frio ou quente.
No fim, no fim… toda a memoria não passa de uma gargalhada.
No fim, no fim… o vazio parece ridículo.
No fim, no fim… o branco imaculado da memória aparece, isolado da imagem original
No fim, no fim… nada é nada.

Publicado por sc em 12:41 PM | Comentários (0)

Quinta dimensão
Não consigo escrever
Detesto páginas lentas
Estética
Estética
Estética
Envolvente suplicia
Arte sarcástica…
Rebentar com os miolos
Antes que eles rebentem comigo
Rebentar os miolos
Antes que eles, me façam explodir
Elogios
Utopia
Metáforas
Metáforas
Perdidas
Metáforas
Metáforas
Vendo relento
Feito por mágicos
Em analogia narcótica
Claro
Escuro
Adorar
O excitar
Língua
Lín – gua
Não
Não consigo
Não consigo escrever

Publicado por sc em 12:10 PM | Comentários (0)

maio 15, 2006

Um dragão alado. Fantasiado. De mãos tremulas. As bocas tépidas entrelaçam-se. Em fogos de artificio fictício. A carne em chamas. Tece o diadema do orgasmo exuberante. Ri-te. O ser que se derrete em azeite. A insanidade de não conseguir ler o que descreves no olhar. A cama do desejo está feita. Deita-te.

Publicado por sc em 11:13 PM | Comentários (3)

maio 14, 2006

Tecer quarteirões com os pés
Descrever o que se julga sentir
Fragilidade e muitos dades
Com algo anexado
Remetem circulares
De pensamentos endiabrados
Carrosséis de papoilas escarlates
Combatem nuvens espartanas

Tudo o que é desconexo,
É magnético, no seu sentido inverso.

Pernas, braços, que trocam o passo.
A fatídica coincidência do trágico sobre meus braços.

Impaciente.
Impaciência.

Descrever o desejo.
O anseio…o prazer.

A inevitabilidade do amor.
A geometria de um traço perdido sob a tua pele nua.

Um quadrado.
Um circulo.
Um rectângulo.
Um paralelepípedo.
Um pedido.

Geometria metamorfoseada em declives capturados pela matriz da retina.
A conjunção da realidade que sai pelas mãos.

A imagem que coabita com o corpo.
A irreversibilidade da geometria.

A obsessão matemática de corpos aglomerados.
Unidades transformadas em multiplicidades.

O traço sob a tua pele nua.
A descontinua razão do ser.

A divisão do tempo.
O traço deixado pelo o olhar translúcido.
A clareza da opinião formada.

O homem azul.
O homem azul.

Olha-me nos olhos,
E diz-me o que eu digo
Nos sonhos por vir.

Publicado por sc em 11:49 PM | Comentários (0)

maio 11, 2006

Rebentar com os miolos antes que eles me façam explodir. Explodi-los em mil e um fragmentos. Momentos. Fazer uma papa com eles. Sumo? Não, não. Um batido! Rebentar com os miolos antes que eles rebentem comigo. Rebenta-los, passa-los pelo o passador, e depois frita-los, em ideias utópicas de parvoíce ateada. Os lirismos morreram, desvaneceram. Enfim, a pasmaceira ultrapassou as barreiras das barreiras. Rebenta-los, rebenta-los.

Publicado por sc em 11:50 PM | Comentários (0)

O corpo serve de base a tudo. No entanto a mente, fecha sempre os olhos, à aquilo que lhe trás jumentos. Os outros são sempre os outros, desde que o seu mal não nós atinja de igual modo. O homem, o ser humano que não se livra da escravatura da falta de informação perante os seus direitos básicos. Lembrando a alegoria da caverna. Eu pergunto-me se alguém saiu do seu cárcere e encarou a vida através de outra perspectiva? Ou se quem saiu do cárcere apenas ignorou os que lá ficaram. Ou será a posição de cárcere confortável, ou apenas resulta da falta de provas/informação.

Publicado por sc em 11:49 PM | Comentários (1)