No vértice do amanha. A espera melódica do momento do certo decai, lentamente. Muito lentamente. Corroendo a matéria à sua volta. E com ela, a esperança da continuação. A espera acabou. Agora resta a dúvida entre o aparente e a negação da lógica dos sentidos aparentes.
Não pensar.
Não pensar
Esta espera infinita.
Esta espera.
Esta espera interminável.
Espera.
Esta espera do fim.
Este impasse.
Colossal
Esperar por aquilo que de mais certo temos.
Esperar.
Esperar por ela.
Ela nunca falha.
Tarda mas não demora.
Esta espera, esta espera.
Não pensar.
Não pensar.
O silencio que envolve a digestão do sentimento.
Essa espera.
Existe um vazio em mim. Em vós, em nós. Nós incompletos de circulares associativas. Auto-estradas de impulsos eléctricos provocados por reacções inter e intra físico-químicas. O acto consciente resumira-se a uma energia produzida pelo o conjunto. A consciência é energia. A alma do que não se vê. O afecto. O símbolo. O bolo. A realidade do destino.